Doença diverticular do cólon

A doença diverticular do cólon engloba um espectro de condições que afetam o intestino grosso. Ela é caracterizada pela presença de pequenas bolsas, chamadas divertículos, na parede do cólon. A simples presença dessas bolsas é conhecida como diverticulose. Quando um ou mais divertículos se inflamam, a condição é chamada de diverticulite.

Epidemiologia e Fatores de Risco
A prevalência da diverticulose aumenta com a idade, sendo encontrada em 40% dos adultos acima de 60 anos e em até 80% dos idosos com mais de 85 anos em países ocidentais. Embora a diverticulite seja mais comum em idosos, sua incidência em adultos jovens tem aumentado.
Alguns dos fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento da diverticulite incluem:
• Idade avançada
• Obesidade
• Tabagismo
• Uso de certos medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e opioides.

Sinais, Sintomas e Complicações
A maioria das pessoas com diverticulose não apresenta sintomas. No entanto, alguns pacientes com diverticulose podem desenvolver sintomas crônicos e recorrentes, como dor abdominal e alterações no hábito intestinal, sem a presença de inflamação. Essa condição é conhecida como doença diverticular sintomática não complicada.
Quando a diverticulite ocorre, os sintomas mais comuns são:
• Dor abdominal, geralmente localizada no quadrante inferior esquerdo.
• Febre
• Náuseas e vômitos
• Mudança no hábito intestinal
Em cerca de 15% a 25% dos casos, a diverticulite pode levar a complicações sérias, como:
• Abscessos: acúmulo de pus.
• Perfuração: um orifício na parede do intestino.
• Obstrução intestinal.
• Fístulas: uma conexão anormal entre o intestino e outro órgão.

Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da diverticulite é feito com base no quadro clínico do paciente e é confirmado por meio de exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada (TC) de abdômen e pelve com contraste o padrão-ouro. A TC ajuda a diferenciar entre a diverticulite não complicada e a complicada.
O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença:
• Diverticulite não complicada: O tratamento geralmente inclui repouso, controle da dor e uma dieta líquida. O uso de antibióticos é reservado para casos específicos, como pacientes com sintomas sistêmicos ou com comorbidades.
• Diverticulite complicada: Casos mais graves exigem tratamento com antibióticos intravenosos e, dependendo da complicação, podem ser necessários procedimentos como a drenagem de abscessos ou a cirurgia para remover a parte afetada do intestino.
A mortalidade associada à diverticulite é baixa em casos não complicados, mas pode ser alta em casos de perfuração com peritonite.